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Foto: Siliva Tonon / Divulgação Ibravin |
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É no verão, com certeza como em nenhuma outra época durante o ano, quando a supremacia das cores retintas nas taças perde seu vigor, ante novas colorações. Na estação mais quente, nuanças do amarelo inerentes aos brancos e o rosado ganham espaço: o calor, afinal, pede vinhos mais leves e joviais, devidamente resfriados (confira indicação de serviço na página ao lado). Isso não quer dizer que se cometa sacrilégio ao optar por um tinto robusto, mas é que fica difícil imaginar – principalmente em um país como o Brasil... – uma situação de consumo naturalmente adequada para ele, mais afeito a circunstâncias com temperaturas ambiente bastante mais baixas.
Para o sommelier Cristiano Ribeiro, sócio-proprietário do San Tao Restaurante e Enoteca, de Gramado (RS), por exemplo, a ‘grande pedida’, a tendência deste verão, são os espumantes rosé brut. Tão ou mais agradáveis quanto os espumantes brancos do ponto de vista aromático e gustativo, eles têm um “apelo visual muito forte”, nota Ribeiro.
Nesse sentido, seus conselhos, quanto a rótulos, consideram duas ocasiões de consumo. Para apreciação ‘solo’, ou seja, em um momento de descontração, a dica é o brut rosé Adolfo Lona. “Tem ‘uma boca’ fácil, que agrada muito”, comenta. No segmento de ‘espumantes mais gastronômicos’, Ribeiro indica os brut rosé Cave Pericó e Luiz Argenta.
O conceito
Nas palavras do sommelier, o verão pede vinhos “mais leves, mais aromáticos e, principalmente, com um toque de acidez mais acentuada”. Assim, ele conta que normalmente parte, para harmonizar na estação, para a indicação de vinhos brancos tranquilos secos ou espumantes – estes considerados curingas: entram em qualquer circunstância e harmonizam praticamente com qualquer prato, afirma Ribeiro. Para serviço no estabelecimento do qual é sócio-proprietário, especializado em cozinha oriental, ele menciona, como ‘sugestões genéricas’, dois tipos de branco tranqüilo, por serem, na opinião dele, grandes opções para combinar com a culinária japonesa, na linha de sushis e sashimis, o ‘carro-chefe’ do San Tao no verão. São eles: o Riesling Alsaciano, por conta de sua mineralidade e acidez, e, entre os nacionais, o branco jovem, sem passagem por carvalho, oriundo preferencialmente de zona de produção mais fria (“por ter uma acidez mais presente, harmonizando com o toque levemente ácido dos pratos”). Isto se for ‘obrigatório’ escolher vinhos: a indicação primeira do sommelier, para acompanhar sushis e sashimis, é “um saquê premium, do tipo Junmai, de média estrutura, servido gelado”. Além da culinária japonesa, as cozinhas tailandesa e indonesiana compõem o cardápio do San Tao.
Inglez: em defesa dos tranquilos brasileiros
Na discussão sobre ‘vinhos para o verão’, o presidente da Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho de São Paulo (SBAV-SP), Sergio Inglez de Sousa, defende que a produção vinícola de qualidade no país não se restringe aos espumantes. Para ele, a insistência com que estes são exaltados “tem relação com preconceito”. “Aqueles que não conhecem o vinho tranquilo brasileiro e o denigrem acabam sendo vencidos pelos fatos, e elogiam os espumantes como se fossem a única coisa aproveitável da enologia nacional”, declara Inglez. Nesse sentido (ou seja, considerando borbulhantes e tranquilos), ele apresenta a seguinte lista de indicações para o verão, de acordo com ‘circunstâncias de consumo’:
Espumantes
“Para um ‘enorme’ momento”:
Cave Geisse Brut 1998;
“Para grandes momentos”:
Salton Brut Èvidence, Aurora Brut 100% Pinot Noir e Cave Geisse Brut 2007;
“Para momentos românticos”:
Dal Pizzol Brut Rosé, Stellato Brut Rosé (Vinícola Santo Emílio) e Cave Pericó Brut Rosé;
“Para momentos descontraídos”:
Gheller Gold Brut Champenoise e Fabian Brut Champenoise.
Vinhos tranquilos brancos secos
“Para momentos descontraídos”:
Salton Volpi Gewurztraminer 2008, Fortaleza do Seival Pinot Grigio 2008 (Miolo Wine Group) e Chenin Blanc Botticelli 2009;
“Para acompanhamento de refeições”:
Núbio Sauvignon Blanc 2008 (Sanjo Vinhos), Salton Volpi Sauvignon Blanc 2009 e Chardonnay Villagio Grando.
Temperaturas de consumo:
A indicação do sommelier Cristiano Ribeiro quanto a temperaturas de consumo, por tipo de produto, é:
* Espumantes moscatéis e
demi-sec – de 5ºC a 7ºC;
* Espumantes brut e vinhos brancos tranquilos secos aromáticos – de 8ºC a 10ºC;
• Espumantes envelhecidos/de alta qualidade, brancos tranqüilos secos complexos e rosados tranqüilos secos – de 10ºC a 12ºC.
Contatos das vinícolas mencionadas:
Adolfo Lona – (0xx54) 3462.4014
Botticelli – (0xx87) 3860.1536
Cooperativa Aurora – (0xx54) 3455.2000
Dal Pizzol – (0xx54) 3449.2255
Fabian – (0xx54) 3296.1399
Geisse – (0xx54) 3455.7461/7463
Gheller – (0xx54) 3443.9100
Luiz Argenta – (0xx54) 3292.4477
Miolo – (0800) 970.4165
Pericó – (0xx49) 3233.1100
Salton – (0xx54) 2105.1000
Sanjo – (0xx49) 3233.0012
Santo Emílio – (0xx49) 3223.0208
Villagio Grando – (0xx49) 3563.1188
Brindando à beira da praia

Por falar em ‘vinhos de verão’, quem está com uma interessante iniciativa em tal sentido é o Miolo Wine Group. A empresa, nesta temporada, lançou a modalidade de venda de espumantes na beira da praia por meio de carrinhos climatizados exclusivos. Por meio da ação, são comercializados os borbulhantes da linha Terranova, em garrafinhas de 250ml, nas versões brut e moscatel, ao custo de R$ 10,00 a unidade, acompanhada das taças de plástico necessárias para o consumo. O projeto está sendo desenvolvido na capital catarinense, Florianópolis, em suas principais praias, mas o grupo também distribuiu garrafas, para venda nos mesmos moldes, nos 60 quiosques da beira da praia do Litoral Norte gaúcho, de Tramandaí a Torres.
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