Azeite de Oliva Extravirgem
17/10/2017

azeite

Maria Beatriz Dal Pont

 

 

O azeite está em alta. A cada dia surgem novas marcas. Os espaços nas prateleiras dos supermercados e delicatessens dobraram nos últimos tempos, e a grande novidade do mercado, os azeites produzidos no Rio Grande do Sul, conquistam as pessoas por sua qualidade, frescor e sabor.

O Estado do Rio Grande do Sul, na sua Metade Sul, depois de se tornar uma nova fronteira vitivinícola, abre novos caminhos com as extensas plantações de oliveiras, produção de azeites e de mudas.

Em 2017, contabilizam-se mais de 180 produtores de diversos portes, que projetam atingir uma produção de azeite de mais de 100 mil litros. Tanto as áreas plantadas e azeites estão em franca expansão, com propriedades de mais de 90 mil árvores plantadas numa extensão de terras de 400 hectares, que se transformarão em mais de 1.000 hectares até 2018. Não só o RS, mas Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo estão investindo no setor com bons resultados.

Não é para menos, já que o consumo per capita do Brasil é de 0,3 litros por pessoa/ano, quando em países europeus chega a mais de 20 litros per capita/ano. Considerando-se que o Brasil possui um mercado consumidor potencial de 200 milhões de pessoas, trata-se de um ótimo negócio, sem dúvida. Esse é o motivo pelo qual grandes empresas estrangeiras e brasileiras apostam no azeite como um produto promissor, com grandes possibilidades de crescimento, como poucos produtos atualmente.

Mas, o que é um azeite de oliva extravirgem? Qual é o seu grande diferencial? O azeite de oliva extravirgem é o produto que se obtém diretamente das azeitonas mediante um processo de extração mecânica, normalmente pela moagem dos frutos. É um autêntico suco de azeitonas, extraído mediante a separação do óleo natural contido na azeitona, que é transformada numa pasta, através do processo de moagem, conservando assim todas as suas propriedades, aromas e sabores originais. O azeite de oliva extravirgem não é submetido a nenhum processo de refinação, ao contrário, é totalmente proibida a adição de qualquer substância, como solventes, processos químicos ou mistura de outros óleos, independentemente de suas proporções. É o óleo natural contido nas azeitonas que é extraído e engarrafado, segundo processos rígidos de cultivo e fabricação, além das normas que regulamentam a matéria.

Para ser considerado extravirgem o azeite de oliva deve obedecer às seguintes normas:

  1. a) Sua acidez máxima deve ser de 0,8%;
  2. b) Deve ter presença de frutado
  3. c) Deve apresentar zero defeito.

A acidez do azeite de oliva extravirgem é dada pela presença do ácido oleico e não é percebida pelo palato humano. Portanto, a acidez é medida em laboratório, através de análises químicas informada pelo fabricante ao consumidor. Quanto menor o tempo entre a colheita e o processamento da azeitona, menor é a acidez do azeite de oliva.

O frutado e a ausência de defeitos são constatados através da análise sensorial, que determina se o azeite é extravirgem ou virgem. Um azeite de oliva virgem deve ter a acidez máxima de 2%, acima deste percentual é impróprio para o consumo.

Ao adquirirmos um azeite de oliva extravirgem devemos prestar a atenção aos seguintes pontos:

  1. a) Percentual de acidez: quanto mais baixa, melhor;
  2. b) Embalagem: garrafa de vidro escuro para proteger o produto já que o azeite extravirgem é sensível à luz;
  3. c) Condições de estocagem: ambiente com temperatura estável ao abrigo da luz;
  4. d) Data de fabricação: quanto mais perto da data de fabricação, melhor o azeite. Azeite, diferentemente do vinho, quanto mais jovem, melhor.
  5. e) Preço: desconfie dos preços muito baixos. Não existe milagre: para fabricar um litro de azeite são necessários 8 kg de azeitonas.

Use e abuse do azeite de oliva extravirgem para condimentar, para cozinhar, para fritar. Sua saúde e seu paladar agradecem!

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