Château de Chambord
25/08/2017

O castelo real é uma das obras primas da renascença francesa, cuja construção pode ter sido influenciada por Leonardo da Vinci

Luiz André Batistello

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Panorâmico do Château visto do Jardim

O rio Loire é o mais longo percurso d´água do território francês, com 1.012 km de extensão, percorrendo diversos departamentos franceses até desaguar no Oceano Atlântico. A região foi fortemente influenciada pelas guerras e invasões no norte da Franca, sobretudo a Guerra dos Cem anos, que obrigou a família real e os nobres a se transferirem de Paris para as suas imediações. O vale do Loire é o berço da língua francesa. Na Arquitetura, a região é destaque em nível Europeu, com centenas de fortificações medievais e castelos, onde reis e nobres difundiam suas leis e mostravam seu poder.

 
O Château de Chambord, localizado próximo à cidade de Blois, é um dos mais bonitos e também mais visitados da França. Sua construção iniciou em 1515, por ordem do Rei François I, que desejava a edificação de uma obra de grande magnitude. O local serviu de residência temporária de diversos reis, inclusive Louis XIV – o Rei Sol, que visitou o Château quatro vezes antes da conclusão de Versailles. Até os presentes dias, paira a dúvida sobre a influência de Leonardo da Vinci na arquitetura de Chambord, restando a escadaria interna em forma de uma dupla espiral um dos indícios do estilo do mestre italiano. Leonardo da Vinci morou nesta região até sua morte, tendo sido enterrado na cidade próxima de Amboise.

 

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Lateral do Château de Chambord

 

Para conhecer todos os pisos do castelo e admirar do seu alto a paisagem campestre, o visitante precisará de pelo menos 1h30min sem ter pressa. A maneira mais fácil de chegar até o local é de carro ou, para os mais esportistas, de bicicleta.

 

Nas redondezas, também é possível degustar os vinhos locais produzidos nas Apelações de Origem Cheverny e Cour-Cheverny. Os brancos são feitos com Chenin Blanc, Sauvignon Blanc, Chardonnay e Romorantin. Os tintos: Gamay e Pinot Noir. São vinhos, de uma forma geral leves, com álcool médio, em torno de 12-13% e fáceis de beber.

 

 

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Maison des Vins – Local de promoção dos vinhos locais

Harmonizam maravilhosamente com os queijos de cabra locais. Minha sugestão é para os vinhos feitos com a uva autóctone Romorantin – sem dúvidas o melhor vinho destas apelações. Podem expressar aromas de frutas exóticas com bom corpo e uma presença em boca fantástica. A Romorantin possui um potencial considerável de guarda, ganhando complexidade a longo do tempo. Por serem menos conhecidos, os vinhos de alta gama são vendidos a preços abaixo de 20 euros, em média. Para obter mais informações de como visitar a região contatar o e-mail info@winetoursparis.com.

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