Caráter marcante, força e longevidade
25/08/2017

Conheça mais sobre a rainha das uvas, a Cabernet Sauvignon

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Capacidade de envelhecer, especialmente em barricas de carvalho, e ganhar complexidade, além de proporcionar vinhos de força e caráter marcante. Vai bem como monovarietal e em cortes. Além disso, é uma das uvas mais plantadas do mundo, inclusive no Brasil. Segundo informações do Cadastro Vitícola, a cepa possui 1028 hectares plantados. Estamos falando da uva Cabernet Sauvignon, uma das variedades mais adaptáveis aos diversos terrois ao redor do mundo. Ela é o resultado do cruzamento da Cabernet Franc com a Sauvignon Blanc. Não se sabe ao certo sua origem, já que os italianos afirmam que ela é italiana e por lá ficou conhecida como Biturica, no início da era Cristã.
A Cabernet Sauvignon possui cachos médios e bagas menores. A casca é escura e grossa. O aroma típico da Cabernet Sauvignon lembra as frutas vermelhas e pretas, com destaque para amora, cereja e ameixa. Pimenta e tabaco também aparecem em vinhos com mais idade. Já os tostados, baunilha, café e caramelo estão ligados ao amadurecimento em carvalho. O típico aroma vegetal é sentido quando as uvas foram colhidas antes do tempo necessário de maturação. Mas é na França que ela faz história, já que é a principal casta de Bordeaux.
Por ser a variedade mais plantada no Brasil, como mencionado acima, a revista Bon Vivant organizou uma degustação de Cabernet Sauvignon brasileiros. Foram enviadas por vinícolas brasileiras e importadoras 60 amostras. Dessas, apenas quatro não conquistaram 85 pontos, mínimo que o vinho deve obter para ser publicado. A degustação, às cegas, reuniu 12 degustadores (veja lista), entre enólogos e sommeliers, e aconteceu no Restaurante Di Paolo, em Caxias do Sul.

 

De modo geral, os Cabernet Sauvignon brasileiros surpreenderam, segundo os profissionais que avaliaram as amostras. Vinhos bem diferentes entre si, resultado dos diferentes terroirs que o Brasil apresenta. Grande parte deles apresentaram um bom equilíbrio em boca, principalmente entre a fruta e a madeira. E, diferente dos Cabernet Sauvignon que se apresentavam há alguns anos, os novos vinhos estão sendo elaborados com uvas bem maduras, resultado de uma conscientização dos produtores brasileiros sobre a necessidade dessa cepa ser colhida bem madura.

 

O grande destaque foi um vinho da Campanha Gaúcha, seguido por três outros produtos, dois de regiões bem frias, os Campos de Cima da Serra, no Rio Grande do Sul, e a região de altitude de Santa Catarina, São Joaquim, além de um produto de Nova Pádua, na Serra do Rio Grande. Confira o resultado da degustação. Os preços publicados foram informados pelas vinícolas e se referem ao valor praticado no varejo ou no site das próprias empresas. Para adquirir quaisquer desses vinhos é possível entrar nos sites das vinícolas.

 

 

Os degustadores

 

 

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Arlindo Menoncin, sommelier e enólogo – Granvin Loja de Vinhos; Janaína Mazzarotto, enóloga; Rodrigo Webber, sommelier – Boccati Vinhos; Luciano Vian, enólogo; Renata Formolo, sommelier; Maria Cristina Sommer Valim, médica e sommelier; Sandra Valduga Dutra, enóloga; Thomas Bolzan, enólogo; Jefferson Sancineto Nunes, enólogo – Laboratório Enolab; Luciano da Rosa, sommelier; Natália Cavagnolli, biomédica e analista de laboratório – Laboratório Lavin e André Gasperin, enólogo

 

 

 

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