Um verão em tons rosados
02/02/2017

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Andréia Debon e Mirian Spuldaro

 

Um vinho flexível e festivo, a cara do verão. Os rosés estão, aos poucos, eliminando os preconceitos e ganhando as taças dos apreciadores, especialmente os mais jovens, que desejam produtos cada vez menos complicados. Diante disso, os produtores vêm melhorando a qualidade desse produto. Com isso, nas taças, degusta-se uma bebida mais equilibrada, delicada e com personalidade. Os vinhos rosés não são mais uma moda passageira, eles já sabem seduzir, e vieram para ficar. Estão presentes não somente nas taças de mulheres ou turistas, mas de consumidores que até então tinham preconceito até mesmo em beber um vinho branco!

O rosé é um vinho produzido por meio da maceração de uvas tintas que permanecem menos tempo em contato com as cascas. Uma das regiões mais famosas do mundo na elaboração dos rosados é a Provance, localizada no sul da França. Por lá, esse estilo de vinho é produzido de tal forma que se adapte a culinária local, que é mais condimentada, portanto, são rosés um pouco mais encorpados. A Grenache é a tinta mais utilizada para sua elaboração.

Mas não é só na Provance que esses vinhos têm espaço. Em outros países europeus, como Itália, Portugal e Espanha, os rosados também têm importância. Na Itália, a bebida está consagrada. A região do Lago de Garda, que pertence ao Vêneto e a Lombardia, é destaque na produção de rosés especiais. O Chiaretto, como é conhecido, é elaborado com as mesmas uvas de seu irmão, o Bardolino: Corvina, Rondinella, Mollinara e, em alguns casos, Negrara. As vendas desse estilo de vinho têm crescido muito nos últimos dois anos por lá. Mas o sucesso não veio por acaso. É fruto da iniciativa e trabalho organizado dos produtores. É o projeto Rosé Revolution, que tem o objetivo de mudar o estilo e ampliar as vendas para outros mercados, além da Itália e Alemanha. E essa decisão foi tomada porque os italianos já vinham pesquisando que os grandes mercados também estão em busca de um vinho fresco e leve.

Em Portugal, os rosés estão por toda a parte, assim como na Espanha. Chile e Argentina produzem cada vez mais rosés à base de vários tipos de uvas, entre elas Cabernet Sauvignon e Malbec. No Brasil, a Merlot é a mais utilizada.

 

À prova

Conhecer um pouco mais sobre esse estilo de vinho, indicando aos leitores os melhores em duas categorias, vinhos tranquilos e espumantes, é o objetivo da degustação dessa edição. Em uma avaliação às cegas, que reuniu enólogos e teve a supervisão da equipe da revista Bon Vivant, foram degustados e pontuados 54 produtos, nacionais e importados. Cinco deles não obtiveram 85 pontos, nota mínima para que o produto seja publicado. O convite para participar foi enviado às vinícolas brasileiras e algumas importadoras. Confira os resultados abaixo. Os valores publicados são de varejo das vinícolas e os produtos podem ser adquiridos diretamente na loja online de cada uma delas, assim como os produtos importados, enviados pelas importadoras. Os degustadores: Fabiane Veadrigo, Thomas Bolzan, Maicol Zanella, Edegar Scortegagna, Janaína Mazzarotto, Monica Caldart, Mirian Spuldaro e Fabiana Lavoratti. Apoio: Delto Garibaldi.

 

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